A telemedicina como ferramenta para a promoção da equidade no SUS.

Atualizado: 18 de jun. de 2021


telemedicina paciente sendo atendida por médico por teleconsulta


Com a pandemia da Covid-19, uma parte significativa da população deixou de fazer suas consultas e exames de rotina, temendo a exposição ao vírus. Além disso, com a alta demanda por processos de triagem e consultas, os casos suspeitos de Covid também vieram a precisar de uma alternativa ao atendimento presencial.


É nesse contexto que o uso da telemedicina foi aprovado no Brasil em 2020, e as instituições, médicos e pacientes precisaram se adaptar a essa nova realidade. Com o desafio da pandemia da Covid-19, já em março deste ano o Ministério da Saúde autorizou ações de telemedicina tanto no SUS quanto na saúde suplementar.


A telemedicina foi reconhecida pela OMS nos anos 1990, e é uma área da telessaúde que permite o atendimento de pacientes através de teleconsulta, telediagnóstico, telemonitoramento, etc. Segundo a Resolução do Conselho Federal de Medicina n° 1.643/2002, a telemedicina consiste no “exercício da Medicina através da utilização de metodologias interativas de comunicação audiovisual e de dados, com o objetivo de assistência, educação e pesquisa em Saúde”.


Para compreender o quanto ainda temos de avançar na informatização da saúde, podemos observar os dados da pesquisa TIC Saúde, que apresenta o panorama do uso de tecnologias de informação e comunicação na área de saúde pública no Brasil. Em 2019, apenas 6% dos estabelecimentos de saúde públicos faziam ações de monitoramento remoto de pacientes, enquanto apenas 20% ofereciam serviços de telediagnóstico.


A telemedicina como recurso para promover assistência médica de maneira remota durante a pandemia da Covid-19.


Durante a pandemia, a telemedicina mostrou-se um recurso fundamental para promover assistência médica de maneira remota, com a finalidade de alcançar um maior número de pessoas e, ao mesmo tempo, reduzir a circulação de pessoas infectadas, consequentemente diminuindo o risco de contágio.


Não obstante, o avanço da telemedicina que vem ocorrendo em função da pandemia evidencia o atendimento remoto como uma alternativa que ultrapassa esse contexto, mostrando-se uma solução eficaz para promover a saúde dos cidadãos brasileiros. Estudos apontam que, no Brasil, temos em média 2,5 médicos para cada mil habitantes. Entretanto, esse número se distribui de maneira desigual: enquanto no Distrito Federal essa média chega a 5,1, nos estados do Norte e Nordeste ela diminui, chegando a 1,07 no Pará, por exemplo.


O acesso à saúde é, ainda, um desafio num país tão extenso quanto o nosso. Nesse sentido, a telemedicina diminui as fronteiras geográficas ao contar com as tecnologias da informação e comunicação (TICs) para promover a medicina diagnóstica nas regiões mais afastadas do país. Através dela, é possível realizar teleconsultas, exames de rotina ou mesmo atendimentos de urgência, promovendo não só o diagnóstico e monitoramento de pacientes, mas também a prevenção de doenças.


Recursos indispensáveis: softwares de monitoramento epidemiológico, teleconsultoria e teleconsulta.


Dessa forma, o uso de ferramentas de atendimento remoto na pandemia da Covid-19 aponta para a telemedicina como uma ferramenta de ampliação do acesso, inclusão social e democratização da saúde. É nesse contexto que a Olostech, enquanto parceira da saúde pública, visando a proporcionar aos seus clientes o acesso a ferramentas seguras, funcionais e integradas ao histórico dos pacientes da rede, vem desenvolvendo ferramentas de monitoramento epidemiológico e de automonitoramento, de teleconsultoria e de teleconsulta.


No contexto da pandemia, o automonitoramento de situação de saúde possibilita que um paciente com sintomas leves da Covid-19, que está sendo monitorado pela Vigilância Epidemiológica, faça seu automonitoramento através do nosso aplicativo e-Cidadão Saúde, respondendo a perguntas a respeito de seu quadro, e, em caso de piora dos indicadores, o sistema alerta a equipe de monitoramento, que pode retomar o contato com esse paciente para o monitoramento por telefone. Essa ferramenta reduz drasticamente o número de chamadas realizadas pela equipe de monitoramento, permitindo que sua atenção seja voltada a quem realmente precisa naquele momento e, ao mesmo tempo, que o paciente com sintomas leves permaneça assistido pela rede e, em caso de piora, possa ser acompanhado de maneira adequada.


Já a ferramenta de teleconsultoria, que está em desenvolvimento, disponibilizará para o profissional de saúde da APS a possibilidade de, em qualquer momento do atendimento médico, receber suporte de um teleconsultor para solicitação de determinado procedimento ou encaminhamento a especialista. O teleconsultor poderá, por exemplo, solicitar exames para, quando o paciente for ao especialista, já levar os exames necessários. Além disso, se houver necessidade de encaminhamento, havendo vaga, o agendamento será feito na hora. Dessa forma, o médico teleconsultor regulará antecipadamente a entrada do paciente no serviço especializado, otimizando a utilização das vagas, reduzindo filas de espera e evitando deslocamentos desnecessários.


Aplicativo para saúde: reduz o deslocamento de pacientes à unidade de saúde.


Além disso, o aplicativo e-Cidadão Saúde conta com uma ferramenta que permite a solicitação de atendimento através do aplicativo. Com a consulta agendada, o aplicativo acionará o paciente e permitirá o seu acesso a uma sala de espera virtual para um teleconsulta, para que, na sequência, o paciente estabeleça um diálogo com o profissional de saúde responsável pelo seu atendimento através de uma videoconferência. Para o médico, o sistema disponibilizará um painel com os pacientes agendados e avisará quando o paciente tiver entrado na sala para a consulta. O registro no prontuário eletrônico funcionará de forma igual a um atendimento presencial, e, através do Sistema Olostech, o médico terá acesso a todo o histórico do paciente na rede. Ao final da consulta, o médico poderá emitir receita, atestado ou requisição de exames, e esses documentos são disponibilizados digitalmente para o paciente, com assinatura digital. A teleconsulta permitirá o agendamento direto para renovação de receitas e também o atendimento remoto em determinadas especialidades, contribuindo para a ampliação do atendimento, a agilidade no serviço e a otimização dos recursos.


O desenvolvimento dessas novas ferramentas, alinhadas com as tendências da telessaúde que compõem a Estratégia de Saúde Digital do Ministério da Saúde, faz parte do compromisso da Olostech de contribuir com a ampliação do atendimento à população, unindo-se aos municípios e aos agentes de saúde na promoção da universalização e da equidade nos serviços do nosso Sistema Único de Saúde.



REFERÊNCIAS:

https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2020/06/09/levantamento-comprova-a-distribuicao-desigual-de-medicos-nas-cinco-regioes-do-brasil.ghtml

https://saudebusiness.com/mercado/a-democratizacao-da-saude-nas-maos-do-atendimento-remoto/

https://saudebusiness.com/gestao/legislacao-e-regulamentacao/a-telemedicina-no-contexto-da-pandemia-do-covid-19/

https://sistemas.cfm.org.br/normas/visualizar/resolucoes/BR/2002/1643

https://cetic.br/pt/pesquisa/saude/indicadores/

https://saudedigital.saude.gov.br/



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